Please reload

Posts Recentes

STF mantém fim da contribuição sindical obrigatória

July 6, 2018

1/4
Please reload

Posts Em Destaque

Quais são os maiores desafios a serem enfrentados pelas pequenas empresas

8 Nov 2017

Empreender não é tarefa fácil, e os donos de pequenas e médias empresas sabem bem disso. Precisando competir com grandes nomes e mesmo com outras empresas pequenas, o caminho até o sucesso é tortuoso e árduo, para dizer o mínimo.

 

O grande problema, entretanto, é que na verdade muitos empresários sequer conhecem os desafios do seu caminho. Fica muito mais difícil encarar uma situação quando você não a conhece. Assim, tomar consciência dos desafios a serem encarados pelas pequenas e médias empresas brasileiras é um passo crucial para vencê-los em busca de mais reconhecimento de mercado, de mais lucratividade e de mais sucesso.

 

Vamos a alguns dos desafios que podem ser encontrados pelas pequenas empresas e qual é a melhor maneira de contorna-los.

 

1. Atração e retenção de talentos

 

A atração de talentos se mostra como um desafio para as empresas brasileiras porque ela não consiste apenas em contratar uma pessoa interessada na vaga ou que tenha as maiores qualificações entre todos os interessados.

 

Reter talentos de um jeito estratégico exige a contratação de pessoas que estejam altamente alinhadas com a cultura, os valores e os objetivos da empresa. Como cada negócio tem missões e valores distintos, é muito importante que os talentos contratados estejam diretamente alinhados com todas essas questões.

 

Um dos grandes problemas que surgem na contratação pouco alinhada é a elevada taxa de rotatividade. Um colaborador que não tenha total aderência à empresa deixa seu posto na empresa mais rapidamente. Situações como essa levam à necessidade de realizar novos processos seletivos e, além de mais gastos com todo o processo, existe perda de produtividade associada à interrupção do trabalho. Além disso, as empresas têm problemas não apenas em atrair os talentos adequados, mas também em mantê-los dentro da empresa. Sem programas de incentivo, os colaboradores podem se sentir pouco apreciados e, com isso, deixam vagas suas posições na empresa.

 

2. Carga tributária

 

Unanimidade entre praticamente todos os empresários, a carga tributária do Brasil é uma das maiores do mundo e influencia diretamente o desempenho das empresas. A carga tributária representou mais de 32% do PIB brasileiro em 2015. Isso significa que tudo o que foi produzido no país durante o ano parou nos cofres no governo.

 

A situação é ainda mais desafiadora quando é feita uma comparação com outros países: em 2012, por exemplo, a tributação sobre consumo no Brasil ultrapassou os 18% do PIB. Nos Estados Unidos, essa tributação não passou dos 5%. Outros países selecionados, como Alemanha, Canadá, Grécia e Peru, também apresentaram valores consideravelmente menores, o que mostra que de certa maneira o Brasil está na contramão da tendência mundial.

 

Além dos valores elevados de tributação, o empresário brasileiro esbarra em outra dificuldade: a complexidade do sistema tributário e a grande quantidade de obrigações acessórias fiscais e tributárias. Em média, um empresário brasileiro possui obrigações, como tributação sobre resultado, encargos relacionados à Previdência Social, envios de demonstrativo para a Receita Federal, pagamento de tributos estaduais e municipais (como o ICMS) e outras.

 

Se já não fosse o bastante, essas obrigações estão em constante modificação, e o empresário precisa se manter sempre atualizado. Um exemplo é o do Bloco K, obrigação tributária que exigirá de indústrias e de determinadas empresas o envio completo de informações relativas ao estoque e à produção. A princípio estabelecida para 2015, a obrigação foi adiada para 2016 e, depois, para 2017, mas ainda se mantém como uma das principais dificuldades no futuro para as empresas já tão sobrecarregadas.

 

3. Crise econômica

 

Assim como acontece em alguns outros países, a economia brasileira geralmente funciona dentro de ciclos econômicos que são mais favoráveis para os três setores e para a sociedade em geral. Quando esse ciclo econômico se encerra, normalmente o país se encontra em algum tipo de dificuldade econômica por determinado período.

 

Se, em 2012, a economia do Brasil era considerada altamente estável e mesmo favorável, a partir do final de 2014 esse panorama começou a mudar. Em 2015, a crise econômica culminou, e não apenas devido ao fim de um ciclo econômico, mas também devido a questões políticas e de gerenciamento de recursos.

 

Para pequenas e médias empresas, o cenário é duro: segundo o Sebrae-SP, em um ano micro e pequenas empresas paulistas perderam R$ 100 bilhões e registraram queda de 14,3% no faturamento real.

 

Além disso, a dificuldade de crédito também é uma realidade para esses negócios. Altas taxas de juros diminuem a oferta de crédito, e a inadimplência encarece o crédito disponível. Por falar em inadimplência, as PMEs também demonstram dificuldade em pagar suas dívidas na atual situação: no Itaú, por exemplo, a inadimplência dessas empresas é 277% maior em relação às grandes corporações.

 

4. Inovação de produtos

 

Ter uma cultura de inovação é um desafio encarado por boa parte das empresas no Brasil, e os próprios empresários reconhecem isso. Segundo uma conclusão da Confederação Nacional da Indústria (CNI), de 100 executivos entrevistados, 62% deles afirmaram que o grau de inovação no Brasil é baixo ou muito baixo. Em parte, isso se deve à dificuldade de investimentos e à falta de incentivo, mas em parte essa dificuldade é devida à falta de reconhecimento do empresário a respeito da necessidade de inovar.

 

Como a inovação requer pesquisas, melhorias e investimentos, muitos empresários brasileiros acabam encarando como custo o que deveria ser levado como investimento. A inovação, entretanto, é indispensável para que a empresa se mantenha relevante para as necessidades apresentadas por seus consumidores.

 

5. Competitividade

 

A taxa de empreendedorismo brasileiro medida em 2015 foi considerada a mais elevada dos últimos 14 anos: 39,3% foi o número apresentado pela pesquisa Global Entrepreneurship Monitor e patrocinada pelo Sebrae. Isso é a mesma coisa que dizer que quase 4 entre 10 brasileiros abriram o seu próprio negócio.

 

Se você acha que essa tendência não tem nada a ver com a sua empresa, leve em consideração que algumas delas são potencialmente suas concorrentes. Se mais pessoas estão abrindo negócios, mais concorrência o seu negócio tem. Isso, portanto, leva ao quinto desafio encarado pelas pequenas e médias empresas no Brasil: a competitividade.

 

Com o mercado cada vez mais dinâmico – e, em alguns setores, cada vez mais inchado -, a competitividade desempenha papel crucial na atuação das empresas. Se uma empresa não for competitiva, logo ela acaba sendo substituída por uma das tantas outras opções disponíveis no mercado. Assim, o empresário brasileiro está sempre na corda bamba em relação aos concorrentes.

 

FONTE: gs1br.org

Share on Facebook
Share on Twitter