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Tecnologia é importante, mas avanço da produção passa também pela ação do produtor

16 Jun 2018

No passado, a lógica da agricultura era:  “Meu filho, se você não estudar, vai ficar na roça”. Hoje, com tanta tecnologia embarcada nas máquinas, o conceito é: “Meu filho, se você quiser ficar na roça, vá estudar”.

 

Com essa frase, o engenheiro-agrônomo Dirceu Gassen, da Gassen Assessoria Agropecuária Ltda., aponta que informação e conhecimento passam a ser pontos-chave para a agricultura.

 

 

“A essência da evolução é o treinamento”, disse Gassen nesta quarta-feira (13), em Goiânia (GO), no 8º Congresso Brasileiro de Soja, promovido pela Embrapa. O treinamento define questões importantes como gestão de pessoas, do solo e das plantas, afirma.

 

O avanço da tecnologia é grande, mas a ação humana ainda é importante no aumento de produtividade. Uma pesquisa da assessoria com os produtores mostrou que os princípios básicos da evolução para os mais eficientes do setor de soja são “capricho, hora certa para atuar, fazer tudo bem-feito, ter uma boa assistência técnica e exercer a atividade com paixão”.

 

A avaliação de Gassen confere com a de várias empresas a respeito do que é necessário para uma evolução constante de produção no Brasil. A tecnologia avança, mas solo e dedicação dos produtores são essenciais.

 

Eduardo Mazzieri, diretor estratégico da área de soja da Bayer, afirma que a produtividade de soja vinha estagnada em um patamar inferior a 50 sacas por hectare de média no Brasil de 2000 a 2015. Nos últimos dois anos, porém, ela reagiu e deve atingir novos patamares a partir de agora.

 

Mazzieri acredita que a tecnologia já presente na agricultura vai permitir um avanço da produção comercial para além das 100 sacas por hectare nos próximos anos. Em áreas menores, e com tratos especiais na produção, agricultores já superam esse volume.

 

Não basta, porém, apenas a tecnologia para essa evolução. O trabalhador deverá ter soluções integradas, que vão desde o uso de tecnologia à adoção de boas práticas com o solo e com as lavouras. Na avaliação de Mazzieri, o caminho está aberto porque já há uma preocupação do produtor com a “construção” do solo, com a gestão da produção e com a utilização de agricultura de precisão.

 

Na agricultura tropical, as doenças e insetos têm de ser encarados constantemente. O gerente da Bayer cita o exemplo da ferrugem da soja, que, em apenas uma década, devido às mutações da doença, se tornou resistente a três categorias de produtos que antes eram eficientes no combate da doença.

 

Para Marcos Antônio Campos, gerente de marketing da Basf, além da tecnologia que as empresas fornecem, elas devem permitir ao agricultor manter uma sustentabilidade econômica. Os custos vêm aumentando, e a produtividade ficou estável, o que causa um descasamento entre receitas e despesas.

 

O importante é as empresas criarem tecnologias que possam ser replicadas e permitir que as elevadas produtividades conseguidas atualmente por alguns produtores sejam atingidas também pelos demais.

 

O grande exercício é sair das 55 sacas atuais de média nacional para 65 ou 70 e, só depois, pensar nas 100 sacas, diz ele.

 

Sérgio Luiz Marchi, do desenvolvimento de mercado da TMG (Tropical Melhoramento & Genética), diz que já há um potencial genético para a produção de 150 sacas por hectare em ambiente controlado.

 

A produtividade depende, no entanto, de uma série de ações do produtor no campo, tais como definição da população de plantas, época ideal de plantio, manejo adequado e rotação de cultura.

 

Cabe ao produtor, ainda, fazer análises químicas e físicas do solo, além de avaliação foliar. A empresa de genética faz a parte dela. Por mais que um produto contenha tecnologia, no entanto, ele não poderá fazer a parte do produtor, segundo Marchi.

 

Para Renan dos Santos, também da área de desenvolvimento da TMG, o relacionamento entre produtor e área técnica das empresas passa a ser muito importante porque gera recursos para toda a cadeia.

 

FONTE: folha.uol.com.br

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